Mas será possível que esse povo não tem mais o que fazer não?

Eu acho que nunca vou parar de me espantar com a importância que as pessoas dão para o esporte. Porque o esporte, qualquer esporte, é uma coisa muuuuito esquisita.

Eu tenho, inclusive, uma teoria sobre essa relação do homem com o esporte. Trata-se do seguinte. Já é de consenso geral que o ser humano descende de uma espécie de primata. Salvo uma ou outra religião ou cultura com tendências ainda mais esquisitas que os esportes, os maiores cientistas do planeta concordam, hoje, que nossos primeiros parentes desceram das árvores, passaram a caminhar sobre duas pernas e, daí, iniciaram a nossa história, passando a inventar os mais diversos tipos de armas, os mais diversos tipos de cercas e… os mais diversos tipos de esportes. Você entende que, antes disso tudo acontecer, não existiam esportes na natureza? Os esportes só foram inventados a partir do momento em que o ser humano criou uma vida “artificial” para ele mesmo e sua família. Você já viu, por exemplo, um chimpanzé correndo os 400m rasos? Ou um orangotango fazendo salto à distância? Ou, ainda, um mico leão dourado lutando judô? Pois não viu. E nunca vai ver.

O esporte só foi inventado porque no fundo, lá no fundo, o ser humano ainda tem aqueles velhos instintos de correr atrás das presas, de saltar entre as árvores ou de lutar por uma fêmea. Quer dizer, quem gosta muito de praticar esporte, está é com saudades do tempo em que não passava de pouco mais que um animal selvagem lutando pela sobrevivência.

Senão, o que diabos um sujeito inteligente, instruído, rico e bonitão pode querer fazer em cima de uma máquina que corre a mais de 300km/h, como esse sujeito que morreu nesse último final de semana na Fórmula Indy? Mas será que esse cara não seria muito mais produtivo para a civilização se ele tivesse sido um cientista, um artista ou até mesmo apenas um bom procriador, fazendo a sua parte pela preservação da espécie?

Mas não. O cara passa a vida inteira treinando para, seja numa pista, numa piscina ou num campo de futebol, ser um pouco melhor que os outros, nem se for milionésimos de segundos. E o pior. Acompanhado ao vivo por um bando de torcedores fanáticos e desocupados na frente da TV

Mas será possível que esse povo não tem mais o que fazer não?

There are no comments on this post.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: