O mundo dá volta, volta e meia vamos dar

Não deixa de ser engraçado ver os Estados Unidos prestes a dar um bruta calote em sua dívida externa. Porque, eu não sei se você sabe, mas os nossos queridos irmãos do Norte estão prestes a deixar metade do planeta sem receber os juros de sua dívida. O presidente Barack Obama, inclusive, defendeu na TV, em cadeia nacional, o corte de gastos em setores estratégicos do país, como a Previdência e a… Defesa! A Defesa, veja só você.

Quer dizer, os norte-americanos, que sempre quiseram passar a impressão de dormirem com uma faca entre os dentes, e uma metralhadora enfiada na sacola, prestes a saltarem sobre nossas cabeças, moradores de paisinhos subdesenvolvidos, vão até diminuir seus investimentos no Exército, na Aeronáutica, na Marinha, na CIA, no FBI e em todas essas agências secretas que a gente sempre vê nos filmes, só para ver se conseguem pagar a grana que devem para o resto do mundo.

Veja bem. Eu não tenho nada contra os Estados Unidos. De uma maneira geral, eu até gosto da maioria das coisas que vêm de lá. O cinema, por exemplo. Minha vida, e imagino que a sua também, teria sido completamente outra se não fossem os filmes norte-americanos. Desde os antigos musicais de Fred Astaire até os incríveis efeitos 3D de Avatar, passando aí por Charlie Chaplin, Wood Allen, Arnold Swazenegger e Clint Eastwood, todos eles, de uma maneira ou outra, estão aqui dentro da minha cabeça, mexendo uns pauzinhos toda vez que penso ou sinto alguma coisa.

E isso sem contar as invenções. Você já imaginou que, se não fosse Henry Ford, a gente poderia estar andando em carroças ou a pé, até hoje? E que, sem o Thomas Edison, talvez  estivéssemos andando completamente no escuro ainda por cima? E a Coca-Cola e o McDonald´s? O que seria de nossas vidas se não houvesse um copo duplo gelado de Coca-Cola e um clássico Big Mac nos aguardando no próximo final de semana? Então, não dá para detestar os Estados Unidos assim, de uma forma ampla, geral e irrestrita.

Mas lá no fundo, bem lá no fundo mesmo, ainda sinto um garotão de dezoito anos, cabelo longo gente jovem reunida, dando gritos de guerra contra o imperialismo numa passeata da UNE, e morrendo de rir dessa dívida dos Estados Unidos.

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Uma resposta

  1. “Mas lá no fundo, bem lá no fundo mesmo, ainda sinto um garotão de dezoito anos, cabelo longo gente jovem reunida, dando gritos de guerra contra o imperialismo numa passeata da UNE, e morrendo de rir dessa dívida dos Estados Unidos.”
    Aaaai caramba, esse exemplo não podia ser mais perfeito, mesmo.

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