Pra não dizer que não falei de futebol

É difícil eu assistir um jogo de futebol, mas de vez em quando eu assisto. Seja porque não tem nada passando nos outros canais, e eu estou com preguiça de ficar procurando, seja porque eu estou a fim de ver uma coisa que não me faça pensar muito sobre a origem da vida, como esses programas que à vezes passam na TV Cultura. Mas, a maioria das vezes, eu assisto futebol mesmo é para cair no sono, o que geralmente acontece antes dos quinze minutos do primeiro tempo.

Por uma ou outra dessas razões, assisti àquele jogo do Brasil contra o Paraguai, no último fim de semana. O jogo em si, convenhamos, até que foi razoável, tanto que não consegui dormir até seu final, embora tenha dado várias bocejadas. Mas, durante as cobranças de pênalti, é que a coisa realmente pegou. Aquilo, para mim, parecia mais uma daquelas Videocassetadas do Faustão do que qualquer outra coisa. Onde já se viu uma coisa daquelas, meu deus do céu?

Tudo bem. Perder um jogo de futebol não é nenhum fim do mundo. Todo time perde de vez em quando. O que me deixa boquiaberto é saber o quanto aqueles caras ali ganham para fazer aquilo, e que depois daquele vexame eles não sejam despedidos na mesma hora. Puxa vida, um cara que ganha uma pequena fortuna por mês para jogar futebol deveria, pelo menos, conseguir bater um pênalti entre as três traves do gol!

Se você não concorda, pense bem comigo. Vamos supor que você trabalhe no açougue de um supermercado. Um cliente vem e pede um filé mignon, e você entrega para ele uma costela. O cliente reclama, mas você insiste que a costela é um filé mignon, e que se ele não gostou, que vá reclamar com o gerente. Que é justamente o que o cliente faz. Bem, o que você acha que o gerente vai fazer com você?

Pois ele vai te despedir, caramba. Na mesma hora. É a mesma coisa de um motorista de taxi em São Paulo que não sabe onde fica a Av. Paulista. Ou um engenheiro que se esquece de colocar um telhado em cima de sua casa. Se eles não mudarem de profissão, estão fadados ao desemprego e, em alguns casos, até mesmo a serem presos. O que fazer com um médico que opera o rim de um paciente enfartado?

Agora, vê se algum desses jogadorzinhos de futebol vai ser despedido. Vai nada. Vão todos continuar ali, com seus salários milionários, batendo pênaltis na arquibancada e gastando fortunas em cabelereiros para ficarem parecendo índios moicanos.

 

Uma resposta

  1. Bola dentro, Artur! Tá de olho no lance mesmo…🙂

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