Os ciborgues estão chegando

O pesquisador e cientista Miguel Nicolelis é o brasileiro mais perto de ganhar o prêmio Nobel de todos os tempos. Tudo bem. Eu entendo que você nunca ouviu falar dele. Afinal, o cara não é nenhum cantor de música sertaneja, nem um jogador de futebol, nem um participante do Big Brother Brasil, e muito menos um ator de novela da Globo. O cara é um neurocientista. Só que ele não é um simples neurocientistazinho, não. Ele foi eleito pela revista “Scientific American” um dos 20 cientistas mais influentes do mundo.

E tudo isso porque ele descobriu um jeito de fazer com que o cérebro humano fale diretamente com as máquinas, sem precisar de teclado, mouse ou telas touchscreen. Ele já fez coisas inacreditáveis. Que beiram a ficção científica. Por exemplo. Só colando uns eletrodos na cabeça de um macaco, ele conseguiu com que o bicho mexesse, à distância, o braço de um robô. Pode parecer uma bobagem, mas ninguém tinha conseguido fazer um treco desses até hoje. Se você parar para pensar, dá para imaginar onde é que uma coisa dessas vai nos levar.

Além das pessoas usarem seus computadores, dirigirem seus carros, abrirem suas casas e tudo o mais, elas vão também poder se comunicar só com a força do pensamento. Vai ser uma espécie de telepatia, ajudada pelo que há de mais moderno na tecnologia. Em vez de você telefonar para alguém, basta pensar na pessoa e… PIMBA! Você já vai entrar em contato com ela, sem teclar nada, sem se conectar pelo wifi ou ficar torcendo para o sinal da sua operadora pegar onde você está. Uma verdadeira revolução nas comunicações.

E mais. A mesma tecnologia pode manter controlados os sintomas do mal de Parkinson e da doença de Alzheimer, além de fazer os paraplégicos voltarem a andar. Aliás, Nicolelis contou um plano ambicioso, e bem ao gosto dos brasileiros que, assim, talvez comecem a dar valor às pessoas que realmente fazem alguma coisa pelo mundo, e não apenas ficam se exercitando em torno de uma piscina mostrando seus corpos em rede nacional.

Na abertura da Copa de 2014, o nosso neurocientista espera já poder fazer com que uma criança quadriplégica brasileira, vestindo um traje especial, possa dar o pontapé inicial, ou até fazer um gol, só com ação do cérebro. Melhor que qualquer Big Brother, não é não?

 

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