O iPhone e a Viajante do Tempo

Umas semanas atrás, topei com videozinho na internet, mostrando uma cena do filme “O Circo”, de Charlie Chaplin. Até aí, nada demais. Hoje em dia, parece que todo mundo pode mostrar um pedaço de um filme, de uma ilustração, de um livro ou de uma música na internet, sem pedir autorização para o autor. Até comigo já aconteceu uma coisa parecida. Mas acontece que, neste caso, tinha um porquê da cena estar sendo mostrada. Era que, no meio do filme, passando lá atrás, entre os figurantes, parece ter uma mulher falando num… celular. É, isso mesmo, num celular! E não é um celular “rebinha” não. Olhando bem, parece até ser um desses iPhone, da Apple.

Se você não acredita, é só entrar no site http://migre.me/3S690 e confirmar.

Para quem está com preguiça de entrar na internet ou que, mesmo assim, não acredita “nessas coisas da internet”, essas fotografias aí, na ilustração, são cenas que eu mesmo tirei do próprio filme do Chaplin, que tenho em DVD aqui em casa, então não se trata de uma montagem ou coisa parecida. A cena é essa mesmo, é um fato, e o que eu precisava agora era de uma explicação razoavelmente convincente.

É claro que, logo de cara, apareceram uns céticos dizendo que aquilo era mera coincidência. Uma espécie de ilusão de ótica. Mas eu ainda sou mais propenso a, se não a aceitar, pelo menos dar um crédito à versão mais interessante: trata-se de uma autêntica Viajante do Tempo, visitando o set de filmagens de um dos mais talentosos fundadores do cinema. Talvez uma professora de cinema do século XXV, ou uma historiadora, ou até mesmo uma simples fã do Charles Chaplin atrás de um autógrafo.

O mais curioso, nesse caso, seria saber com quem a nossa Viajante do Tempo estaria conversando. Será que ela estava em contato com uma equipe de cientistas, enviando códigos de reconhecimento para garantir uma volta segura para sua época? Será que ela estaria falando ao vivo, em rede mundial, descrevendo tudo o que via para futuros e complexos estudos comportamentais? Ou será que ela estaria falando com a Dolores?

– Dolores? Você não imagina de ONDE eu estou falando… Ah, o Gastão já contou? Aquele danadinho, eu falei pra ele não espalhar… Se ficou caro? Ah, de vez em quando a gente tem que fazer o que gosta, senão do que adianta trabalhar tanto, não é verdade?

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