A abominável farsa das baratas

Veja bem. Estou totalmente consciente de estar comprando uma briga feia ao expor aqui algumas constatações a respeito das mulheres. Até mesmo porque, na minha casa, tenho aguardando por mim, todos os dias, uma esposa, uma filha e também a Maria, nossa cozinheira de muitos anos que, casualmente, pode trocar seu delicioso tempero por um punhado de cicuta, veneno para ratos, ou coisa que o valha.

Mesmo assim, arrisco-me a dizer que algumas atitudes das mulheres simplesmente não batem com suas merecidas intenções de igualdade em todas as esferas com o sexo masculino. Como exemplo mais direto, gostaria de citar o exemplo das baratas. Nada me espanta mais que observar o espetáculo dantesco proporcionado por uma mulher ao se deparar com uma simples barata. A maioria grita. Outras correm. Algumas chegam a subir em mesas e cadeiras. E outras, ainda, simplesmente entram num estado catatônico, não tomando atitude alguma até que a barata volte para o buraco de onde veio, ou que alguém a esmague com um chinelo.

Oras, vamos ser sinceros. Qualquer mente razoavelmente privilegiada tem a obrigação de saber que o susto da barata ao se deparar com  um ser humano deve ser muito maior que o inverso. Afinal, o pequeno inseto olha para cima e se confronta com um animal de, proporcionalmente, uns três quilômetros de altura, calçando sapatos ou chinelos que beiram o tamanho de  um transatlântico. Então, como é que pode as mulheres, que hoje em dia já jogam futebol, já ganharam prêmios Nobel de literatura, já são motoristas de carretas e já chegaram até à presidência de certos países, entrem em pânico frente a uma simples baratinha?

Bem, a minha hipótese é a de que  tudo isso é papo. É, isso mesmo. Esse negócio de mulher ter medo de barata é uma mentira deslavada. Talvez o maior caso de fraude comportamental da história da civilização ocidental.

O que acontece é que NINGUÉM gosta de matar uma barata. Afinal, quem é que gosta de ouvir aquele CLEC típico de quando a gente pisa no bichinho?  Ou de ver aquela coisa branca que, logo após seu esmagamento, se espalha pelo piso? E de limpar “com desinfetante, com desinfetante!” os restos mortais da coitada? Pois ninguém gosta disso. Nem crianças, nem mulheres. E muito menos os HOMENS!

– Você esqueceu de limpar o seu sapato!

– Você nem ouviu o que eu falei, né?

– Limpa com DESINFETANTE, já falei!

Uma resposta

  1. Um barato de crônica…

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: