Descobriram uma bactéria extraterrestre!

Meu neto de 3 anos, de vez em quando, bate um papo com meus dois cachorrinhos. O maior papo mesmo, sabe? Ele conversa sobre o último desenho do Batman, sobre como foi seu dia, sobre a motoca motorizada que ganhou de aniversário. E os cachorrinhos ficam por ali, se não ouvindo, pelo menos fazendo cara de que estão. É claro que todo mundo ri muito disso, e acha engraçado como o molequinho realmente acha que os cachorros estão entendendo alguma coisa do que ele está falando. Afinal, meu neto ainda não entendeu que vida mesmo, de verdade, só mesmo o ser humano tem, e mesmo esses outros animais, como cachorros, baleias e beija-flores, eles estão aí só para nos alimentar, para serem cobaias em experiências, ou coisas do gênero.

Bem, agora, uma cientista da NASA, a agência espacial americana, descobriu e revelou com grande estardalhaço numa entrevista coletiva para a imprensa mundial, um ser vivo completamente diferente de tudo o que já foi visto antes na Terra, reforçando a idéia da existência de um DNA alienígena. A autora do estudo, Felisa Wolfe-Simon, do Instituto de Astrobiologia da Nasa e do Serviço Geológico dos EUA, disse que até hoje acreditava-se que, para existir vida, era necessária a presença do fósforo no DNA, mas que uma bactéria que eles descobriram num lago da Califórnia não tinha fósforo nenhum, mas sim arsênio, substância considerada altamente venenosa para todas as outras formas de vida conhecidas.  “É como estar vivo de uma maneira completamente diferente”, definiu a astrobióloga americana Pamela Conrad, que também participou da coletiva.

Tudo bem. Está certo que eles não encontraram nenhum ET, como os boatos trataram de espalhar pela internet desde que a NASA anunciou a tal da entrevista coletiva. Mas, mesmo assim, a descoberta faz a gente parar para pensar. Se assim, de uma hora para outra, tudo o que já se estudou sobre a vida na Terra pode ser considerado ultrapassado por causa de uma bacteriazinha que conseguiu se manter escondida por milhares de anos no fundo de um laguinho qualquer, nada impede que, de repente, se descubra também um pepino do mar com poderes psíquicos avançadíssimos, ou um polvo vidente que preveja quem será o próximo campeão mundial de futebol.

Bem faz o meu neto que, na dúvida, trata tudo e todos como seres vivos, de igual para igual. Vai saber o que se passa na cabeça (e no DNA) desses bichos.

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