Democracia no olho dos outros é refresco

Se você não ouviu falar do WikiLeaks, ainda vai ouvir. Porque está todo mundo falando dele. O WikiLeaks é uma espécie de site de fofocas, só que em grande escala. Em vez dele ficar falando sobre os namoricos de celebridades, ele publica documentos ultra-secretos de países e entidades, que ele arranja sabe-se deus como. O site começou a ficar conhecido no início deste ano, quando divulgou um vídeo no qual militares dos Estados Unidos fuzilam iraquianos de um helicóptero e acabam matando dois funcionários da agência de notícias Reuters.

Depois disso, o fundador do WikiLeaks, o australiano Julian Assange, tornou-se uma celebridade mundial. O site já divulgou mais de 1 milhão de documentos secretos, desde o manual da prisão de Guantánamo até a lista de filiados do Partido Nacional britânico, de tendências neo-nazistas. E provou também que o governo chinês comanda invasões dos sistemas de computador dos Estados Unidos e de aliados ocidentais do Dalai Lama desde 2002.

É claro que um negócio desses iria gerar polêmicas. Para seus fãs, Julian Assange é um valente defensor da verdade. Seus críticos, no entanto, dizem que ele é um homem com sede por atenção, que está colocando vidas em perigo ao disponibilizar informações confidenciais para o grande público.

Agora, de uns dias para cá, as grandes potências resolveram dar o troco e estão tentando tirar o WikiLeaks do ar. E seu fundador entrou na lista de procurados da Interpol após a Suécia emitir uma ordem de prisão internacional contra ele por acusações que incluem estupro e assédio sexual. No entanto Assange, ao contrário do que imaginavam, não se escondeu. Negando todas as acusações, ele se apresentou à polícia britânica e foi imediatamente preso, criando uma comoção internacional.

Em protesto, hackers que apóiam o WikiLeaks derrubaram os programas de duas das maiores operadoras de cartões de crédito do mundo: a MasterCard e o Visa. O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, disse que a prisão mostra que o Ocidente tem grandes problemas com a democracia. E até mesmo o nosso Lula se meteu no meio, dizendo que “deveria haver protesto contra a prisão de Assange, e que o erro não é dele que divulgou, mas dos políticos e diplomatas que fizeram os documentos”, o que não deixa de ser verdade.

Se você pensar bem, o WikiLeaks só investiga e divulga as bobagens e sacanagens que os países têm feito por aí, sem ninguém saber. Lá de onde eu venho isso se chama JORNALISMO. E, tirar o site do ar e prender seu fundador se chama CENSURA.

Qualquer outra coisa que digam, é historinha para boi dormir.

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