O que elas querem, afinal?

O negócio é o seguinte. Primeiro, elas, veladamente, começaram a mandar em nossas casas. Você pode muito bem achar que quem manda é você, mas no fundo, no fundo, sabe muito bem que está errado. Quem manda em sua casa é ela. Com aquele jeitinho de ir falando as coisas aos poucos, de fazer uma comidinha que a gente tem certa preferência, com aquele jeito de se enrolar na gente na cama à noite, essas coisas todas que todo mundo sabe que elas fazem quando estão querendo alguma coisa da gente.

Depois, elas começaram a mandar em nossas contas bancárias. A gente começou a deixar os cartões de crédito com elas, os cheques assinados. Isso, é claro, ainda no tempo dos meus pais. Porque, a partir de uma certa época, é evidente que elas passaram a ter seus próprios cheques e cartões de crédito. Isso porque elas arrumaram seus próprios empregos. E começaram por baixo, como todo mundo. Mas numa posição estratégica. Em quase todas as empresas, as secretárias eram do sexo feminino.

Ali, como secretárias, elas acabaram sabendo tudo da vida de seus patrões. E de quase todo mundo na firma. Dos encontros secretos. Dos negócios obscuros. Enquanto nós achávamos que elas estavam num posto subalterno, elas estavam aprendendo tudo sobre o mundo dos negócios e sobre nossas vidas particulares. E foram subindo na vida. Não demorou muito para que os primeiros colocados dos vestibulares em quase todas grandes universidades fossem mulheres. Ao mesmo tempo, elas contrataram funcionárias para cuidarem de nossas casas, continuando, assim, a manter seu já conquistado poder doméstico, mas ampliando esse poder para outras esferas.

E foi assim que, sem que tivéssemos nos dado conta, elas passaram de esposas para donas de casa, de donas de casa para secretárias, de secretárias para gerentes e, enfim, de gerentes para diretoras da maioria das grandes empresas, negócios e indústrias. Depois disso, o que restava a elas a não ser a política? Começaram a despontar por aí uma ou outra vereadora. Algumas cidades elegeram suas primeiras prefeitas. Deputadas estaduais e federais tornaram-se bastante comuns, assim como senadoras e governadoras.

E agora, como vocês já devem estar cansados de saber, elas tomaram o poder de vez. Atingiram o ápice. O domínio total e irrestrito. Bateram no teto. E eu fico imaginando para onde é que elas vão querer ir depois disso. Ou, como já dizia o velho ditado, “o que querem, afinal, as mulheres?”

 

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