Afinal, isso é uma Eleição ou um Concílio?

Tem hora que eu acho que a sociedade já atingiu seu ápice de desenvolvimento. E, pior: já estamos em curva descendente, voltando para a Idade Média, rumo a uma nova Inquisição. Parece que estamos andando para trás, deus do céu.

Veja só esse negócio do fim do mundo em 2012. Eu recebo pelo menos um e-mail por semana me avisando que em 2012 o mundo vai acabar. Está lá escrito, em alguma profecia maia ou coisa parecida. Tudo bem. Suponhamos que o mundo vá mesmo acabar em 2012. E o que é que os caras querem que eu faça depois de ficar sabendo disso? Que eu saia correndo por aí, desesperado, agitando os braços como se estivesse num show da Ivete Sangalo, e gritando “O mundo vai acabar! O mundo vai acabar!”? Oras. Se o mundo vai acabar em 2012, não há nada que eu, você ou a NASA possamos fazer.

Assim como não tinha o que fazer no ano 2000. Lembra do ano 2000? Todo mundo ficava falando que aquele seria o último ano da humanidade sobre a Terra, que estava escrito lá, na Bíblia, que de “1000 passará, mas de 2000 não passará”. Pois bem. Quando 2000 passou, descobriram que tal frase nem existia na Bíblia, nem no Alcorão, nem em nenhum desses livros mais famosos. Parecia mesmo que era coisa de um tal de Nostradamus, uma espécie de “chutador oficial” do seu tempo, ocupação hoje dignamente representada por nossos institutos de pesquisas eleitorais.

E quando eu vejo o José Serra desfilando em carro-aberto, beijando e levantando um Terço Católico na frente de uma carreata, como aconteceu outro dia desses, em Goiás, me dá até vontade de vomitar. Como bem lembrou o Jânio de Freitas, na “Folha de S.Paulo”, parecia até a Marcha com Deus pela Família e a Liberdade, patrocinada pela CIA em 1964 para abrir caminho para o golpe militar que – nunca faz mal lembrar – torturou e matou milhares de brasileiros durante 20 anos.

Ou quando observo a Dilma, até outro dia desses uma defensora da descriminalização do aborto, posando para fotos com seu netinho no colo e dizendo que se compromete a não tocar nas leis referentes a esse assunto, o que, provavelmente, levará mais e mais mulheres a se entregarem nas mãos dos “açougueiros” de plantão, encontrados em qualquer esquina pelo Brasil afora.

Isso tudo é de dar medo. Se continuar nesse ritmo, em breve não estaremos mais elegendo um Presidente da República mas, sim, um Pajé.

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