Pior do que tá não fica

Não sei o que é que esse pessoal reclama tanto do “baixo nível” dos candidatos a deputado, a senador, a governador, ou até mesmo do nível dos candidatos à presidência da república para essas próximas eleições. Eu acho até que temos muita sorte de ter esses candidatos que estão aí.

Só para você ver uma coisa, uma vez, há um bocado de anos, quando fui votar para governador, eu tive que escolher entre o Paulo Maluf e o Orestes Quércia, veja você. E, muito pior que isso. Eu confesso que escolhi mesmo um deles, embora me resguarde o direito de manter esse nome em sigilo. Sabe como é, no ímpeto da juventude, eu realmente achava que o meu voto valia alguma coisa e que seria um crime votar em branco ou nulo depois de tantos anos de luta contra a ditadura e pelas eleições diretas. Então, acabei votando em um deles, decisão da qual me arrependo amargamente até hoje, e que se transformou numa nódoa sombria do meu passado como eleitor.

Mas, em todo o caso, em 2010, pelo menos para esses cargos maiores, você há de convir que nós já melhoramos bastante o nível. Nós temos aí a Dilma, a Marina, o Serra, e até mesmo o Plínio de Arruda Sampaio, todos eles razoavelmente capazes, envolvidos em causas sociais e, que eu saiba, até que bastante íntegros para um político.

Tudo bem. Para os cargos menores, nós ainda temos aí o Tiririca, o Maguila, o Ronaldo Esper, a Mulher Pera, o Vampeta, e mais um monte de caras desse “naipe” como candidatos. Mas também, o que é que você queria? Você não vive na Holanda, meu chapa. Nem na Inglaterra. Muito menos na Suiça. Você vive no Brasil. E, no Brasil, tá assim de maguilas, vampetas e tiriricas pra tudo que é canto que se olhe. Eu mesmo conheço uns dez. Então, não é de se espantar que, numa democracia representativa como a que vivemos, tenhamos também gente desse tipo disputando as eleições. Afinal, pelo menos na teoria, depois de eleitos eles estarão lá em seu gabinetes representando o povo. E o povo brasileiro é isso aí mesmo ué, fazer o quê?

Se você não gosta, tente se mudar para os Estados Unidos. Ou então sai procurando os papéis daquele bisavô que veio da Itália, fugido da guerra. Quem sabe você ainda não consiga uma cidadania européia para os seus netos, hem?

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