“Toy Story 3”, ou Como os Anos Passam…

Na última quarta-feira, fui assistir “Toy Story 3” com minha filha e meu neto. Minha mulher não podia ir, meu genro também não, fomos só nós três mesmo. Apesar disso, foi uma noite deliciosa.

Bem, como todo cinéfilo que se preze, compramos pipoca, coca-cola, balas e tudo o que tínhamos direito para assistir à sequência de uns dos meus desenhos prediletos. E, quando entramos na sala de exibição, uma primeira e ótima surpresa. Para quem não sabe, o Cine Votuporanga está todo reformado, com poltronas novas – cheirosas e macias – e muito mais espaço para esticar as pernas (o que, na minha idade, chega a ser quase essencial). As poltronas têm até daqueles porta-refrigerantes, sabe? Ter um cinema assim em Votuporanga é um luxo que poucas cidades do interior ainda têm, talvez por não contarem com uma figuraça como o Claudinho, que leva nosso cinema nas costas há muitos anos.

Mas vamos ao que interessa. O Cine Votuporanga, assim como a tanta gente, me traz um monte de recordações. Entre elas, uma das mais marcantes é a de que foi aqui mesmo que, em 1995, minha filha e eu assistimos ao primeiro “Toy Story”, uma revolução para o cinema de sua época, considerado como o primeiro filme totalmente animado por computador. Mas, muito mais do que esse aspecto técnico, o roteiro também era muito bom. Tratava-se da história de uma criança, vista pelo olhar de seus brinquedos favoritos: um cowboy, um astronauta, um dinossauro e um Sr. Cabeça de Batata.

Minha filha, na época, tinha dez anos, a mesma idade do “Andy”, o garoto do filme, e eu não podia deixar de comparar os dois e suas relações com esse mundo mágico e sem regras das brincadeiras da infância. E agora, quinze anos depois, novamente com minha filha – só que dessa vez acompanhado também pelo filho dela – assisti os mesmos personagens às voltas com um “Andy” já adulto, indo para faculdade, e que não sabe o que fazer com seus brinquedos antigos. Não vou contar aqui, é claro, o fim do filme, nem o destino dos “brinquedos-personagens”, mas posso adiantar que suas aventuras acabam envolvendo uma criança de mais ou menos três anos, a idade exata do meu neto hoje.

Sei que meus diversos recomeços, as reformas que ainda preciso fazer, as despedidas e os reencontros de minha vida, estava tudo lá, na tela e nas poltronas em minha volta, no “escurinho do cinema”. Ao final do filme, minha filha, rindo, disse que não tinha gostado tanto desse “Toy Story” porque quase tinha chorado.

Já, eu, disse que adorei. Só que pelo mesmo motivo.

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Uma resposta

  1. Semana passada fui ver “Meu malvado Favorito” com minha irmã e meu sobrinho. Achei divertido o filme, mas meu sobrinho estava mais engraçado. Mas uma criança de cinco anos, principalmente se for meu sobrinho, será sempre mais engraçada que qualquer animação.

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