Batman versus Ben 10 – A Batalha Final

Meu neto, agora, está na fase do Batman. É, veja só se tem cabimento uma coisa dessas. O tampinha não tem nem três anos, e já teve várias fases. Primeiro, ele teve a fase da bola. Ele jogava bola o dia inteiro. Às vezes, não era nem sete da manhã e ele entrava correndo no meu quarto com uma bola debaixo do braço, gritando:

– Acorda, vô, vamo jogá bola antes de ir trabalhá!

Eu levantava, fazer o quê? E ia lá fora, no quintal, fazer meu exercício matinal, coisa que eu não fazia nem quando era jovem. Mas, graças a deus, a fase da bola não durou muito. Até mesmo porque, se durasse, provavelmente eu já estaria internado, me recuperando de uma operação de ponte de safena.

A fase seguinte à da bola foi a do Pingu. O Pingu, para quem não sabe, é um desenho animado que passa na TV Cultura no qual um pinguinzinho (o tal do Pingu) vai descobrindo como é crescer em família, ter novos amigos e tudo o mais. É um desenho até que bastante educativo, e eu estava mais do que satisfeito com essa nova fase do meu neto.

Estava tão satisfeito que até arrumei uns episódios para ele na internet. E o problema foi justamente esse. Enquanto ele assistia na TV Cultura, tudo bem, o Pingu acabava e a gente tinha a televisão para a gente novamente. Mas, com os episódios gravados num DVD, ele queria assistir Pingu a toda hora, inclusive (e especialmente) na hora que ia passar aquele filme que eu estava esperando a semana inteira. Mas tudo bem. O que é que a gente não faz pelo neto, né?

E foi aí que ele descobriu o Ben 10. O Ben 10 também é um desenho animado mas, ao contrário do Pingu, é um desenho cheio de monstros, raios cósmicos e muita pancadaria. Não sei bem o que é que ele viu naquele desenho, mas agora ele queria tudo do Ben 10. O bonequinho do Ben 10. O carrinho do Ben 10. O tênis do Ben 10. Tem até um relógio do Ben 10, que solta uns disquinhos destruidores de alienígenas, com os quais, geralmente, eu sou recebido em casa, quando chego do emprego.

Mas agora tudo mudou. Meu neto, para meu orgulho, passou para a fase do Batman. E do Batman eu entendo. Eu tenho, por exemplo, uma enorme coleção de histórias em quadrinhos do Batman. Tenho, em DVD, os seis longas-metragens do Batman, além daquela série que passou na TV nos anos 70.

Mas é claro que essa convergência de gostos também trouxe uns inconvenientes. Outro dia desses, eu peguei o pilantrinha brincando com a MINHA réplica do Batmóvel, que eu comprei há muitos anos, numa feira de Histórias em Quadrinhos, em São Paulo. Uma verdadeira relíquia. Olhei em volta. A mãe dele tinha saído. A avó estava na cozinha.

– Dá o carrinho pro vovô, dá.

– Buuuááááááááá!

– Sshhhhh… Olha aqui o que o vovô achou, ó, o reloginho do Ben 10, hã, que tal?

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