Furamos o planeta

Finalmente, nós conseguimos. Fizemos um furo na Terra. E não foi um furinho à toa não. Foi um baita de um furo. Um furo que o próprio presidente Obama disse se tratar do “maior desastre ecológico da história dos EUA”.

Dá até para imaginar o nosso planetinha azul ali, flutuando no espaço, murchando e se esvaziando que nem uma bexiga furada, até se transformar num pedaço amarfanhado de plástico preto.

Pelo menos, foi essa a imagem que me veio à cabeça depois de ouvir que nem os Estados Unidos da América do Norte, simplesmente a maior potência tecnológica do mundo, não está conseguindo tapar o buraco que a petroleira britânica British Petroleum fez no Golfo do México, e que vem despejando cerca de 19 mil barris de petróleo por dia no mar desde o último 20 de abril.

E não foi por falta de tentativas. Durante essa semana, a gente viu nos jornais e nas TVs, além das já tradicionais cenas de milhares de gaivotas e peixes mortos nas praias, que os caras são até bastante imaginativos. Desde a quarta-feira, por exemplo, a British Petroleum já vinha lançando uma grande quantidade de um fluido de alta densidade, semelhante à lama, no local do vazamento, mas que acabou não dando em nada. E, agora, eles já começaram a apelar. Jogaram pneus velhos, cordas entrelaçadas e até bolas de golfe no buraco – o que, além de também não taparem o buraco, ainda fizeram o fundo do mar ficar ainda mais sujo. O plano inicial de instalar uma cúpula de 125 toneladas sobre o vazamento também falhou depois que cristais de gelo impediram sua instalação.

A British Petroleum diz que o custo das operações para conter o problema se aproxima rapidamente de 1 bilhão de dólares, mas esse número deve aumentar bastante essa semana, quando será utilizado um robô subaquático para tentar alcançar o vazamento, serrar o duto danificado e colocar uma tampa sobre ele. A companhia, no entanto, diz que também não pode garantir que o novo método, nunca utilizado em profundidades tão grandes, obtenha sucesso.

Quer dizer. Além de ninguém saber direito o que pode acontecer com o planeta se não taparem rapidamente o vazamento, nós ainda temos que ficar assistindo, de braços cruzados, bilhões de dólares escoando, literalmente, pelo ralo. Tudo bem. Pode não ser o fim do mundo.

Mas tem hora que eu até fico torcendo para que seja. Nós merecemos.

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