Michel o quê?

Doni, Michel Bastos, Thiago Silva, Felipe Melo e Ramires. Tudo bem, você pode até já ter ouvido falar nesses caras. Mas eu nunca vi mais gordo. Para mim, se você dissesse que eles fazem parte de uma gang de adolescentes recentemente presa em flagrante ao tentar assaltar um vendedor de algodão-doce, eu acreditaria sem pestanejar. Doni? O que será um Doni? Uma nova marca de chocolate recheado de leite condensado caramelizado? E Michel Bastos? É alguma estrela de telenovela mexicana? Thiago Silva seria, por um acaso, algum primo do Lula? E esse Felipe Melo, é o quê? Ministro da Economia da Espanha? E Ramires, meu deus do céu, o que diabos pode ser um Ramires? O nome de algum faraó egípcio? Um personagem do Chávez?

Olha, não é que eu tenha alguma coisa contra o Dunga. Inclusive, eu também não sei se levaria aqueles garotos do Santos, especialmente o Ganso. Eu simplesmente não ia aguentar o tanto de piadinha com o tema “afogar o ganso” que iam aparecer. Mas, pombas, parece que, nas últimas copas, eu, pelo menos, conhecia os caras que eram convocados. Agora, mesmo os que eu já ouvi falar, eu não sei mais se é atacante, se é goleiro, reserva ou titular. Para falar a verdade, a verdade mesmo, desse pessoal aí eu só lembro, com toda a segurança, do Kaká e do Robinho. E, vá lá, do Júlio Baptista e do Lúcio eu tenho uma vaga lembrança. Mas os outros são tão desconhecidos para mim quanto a seleção da Etiópia. Se é que a Etiópia tem uma seleção de futebol.

E se é que o Brasil tem uma, também. É, porque, você há de convir comigo. A gente não conhece esses caras da seleção do Brasil porque eles não são “do Brasil”, propriamente dito. São uns caras aí que deram uma sorte danada na vida e arrumaram um jeito de sumir daqui o mais rápido que puderam, alguns deles com apenas 18, 19 anos. Então, esses caras já passaram a maior parte de suas vidas adultas vivendo na Europa, seus filhos estão sendo educados decentemente, e nenhum deles fica todo pimpão só de ver o presidente do país onde vivem ser citado numa revista como um dos cem líderes mais influentes do mundo.

E tem outra. Para mim, uma seleção que tem um jogador com um nome esquisito como Kleberson, está fadada a um retumbante fracasso.  Kleberson, ouça bem, Kle-ber-son!

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