Alguém está escondendo alguma coisa

Olha. Não é que eu tenha mania de perseguição, nem nada dessas coisas. Embora, volta e meia, eu imagine que esteja sendo seguido por um carro da polícia que teima em dobrar uma ou duas esquinas atrás de mim, logo na terceira esquina eles costumam seguir seu caminho e eu o meu, deixando-me mais ou menos tranqüilo sobre o ocorrido por ter plena consciência de que essas neurosezinhas devem acontecer com quase todo mundo que já recebeu uma multa um pouco mais alta ou foi pego sem carteira numa dessas batidas policiais.

Mas tem umas coisas que me deixam realmente encafifado, e eu não consigo distinguir se se trata de alguma neurose mal resolvida da minha parte ou da realidade mesmo.

Observem, por exemplo, o mundo das invenções. A cada dia que passa, eles inventam uma coisa mais espantosa que a outra. Não vamos aqui entrar em minúcias mas, entre tantos avanços do homem moderno, podemos citar a internet, o telefone celular, robôs capazes de tocar uma sinfonia de Beethoven ou de caminhar em Marte – e até mesmo coisas mais antigas, como a geladeira, o telescópio, a televisão e o chuveiro elétrico que, embora pareçam bem simples, eu até hoje não consegui entender direito como funcionam.

Agora, como é que, depois de inventar coisas tão maravilhosas, que poucos anos antes de serem disseminadas não eram imaginadas nem pelos mais lunáticos autores de ficção científica, o ser humano não conseguiu ainda inventar um carro movido a água? Pense bem. Você acha que é mais difícil ou mais fácil conversar com alguém que está a milhares de quilômetros de distância, vendo sua imagem e ouvindo sua voz de maneira bastante nítida, num aparelhinho sem nenhum fio conectado e que cabe no bolso da sua camisa, ou inventar um reles motor a água? Pois é isso que eu estou falando. Não é possível que, com tantos avanços, a gente ainda tenha que ficar cavando buracos na terra em busca de um óleo preto do tempo dos dinossauros para fazer andar os nossos carros, e que ainda paguemos muito caro por isso. Pois eu acho que os caras não inventam um carro movido a água por que há alguma força muito poderosa por trás. E, do mesmo jeito, uma Máquina da Verdade. Como é que a gente ouve falar de Máquinas da Verdade desde os tempos da II Guerra Mundial, e hoje já existem até mesmo protótipos de máquinas que funcionam com a força da mente, e ninguém ainda descobriu um jeito da gente saber se um sujeito está mentindo ou não?

– Querido, você não tomou seus remédios hoje, né?

– Não tomei e não vou tomar mais! Vai saber o que eles colocam aí dentro!

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