O fim do mundo está próximo

Segundo cientistas da Nasa, o terremoto que atingiu o Chile, no último fim de semana, pode ter movido o eixo da Terra e encurtado a duração dos dias que, a partir de agora, não terão mais 24 horas completas. Com a ajuda de computadores, pesquisadores do Laboratório de Propulsão da Agência Espacial Americana avaliaram o tremor e constataram que ele fez com que o dia na Terra passasse a ter 1,26 microssegundos a menos.
E o pior é que nem é a primeira vez que acontece uma coisa desse tipo. Ainda segundo os mesmos cientistas, o terremoto que atingiu a ilha de Sumatra, em 2004, reduziu os dias em 6,8 microssegundos, e o eixo do planeta sofreu redução de cerca de 7 centímetros.
À primeira vista, pode parecer uma mixaria, mas a gente tem que pensar que esses dois casos abrem uma perigosa exceção. Se um terremoto, embora de proporções trágicas como esse do Chile, pode diminuir os dias dessa maneira, o que não vai acontecer se ocorrer um terremoto desses bons mesmo, que a gente vê de vez em quando no cinema? Será que os dias podem perder aí, alguns minutos? Ou – quem sabe – até algumas horas?
E se os dias passarem a ter 15, 12, 11 horas? O que é que vai acontecer? Será que, com um dia de 11 horas, a gente vai ter de continuar trabalhando 8 horas por dia? E que horas que a gente vai descansar? E as nossas férias? Elas serão contadas pelos dias antigos ou pelos dias novos? E a minha aposentadoria? Vai chegar antes, ou depois de eu completar 125 anos de serviço?
São coisas que a gente tem que começar a organizar desde já. Imagine o rolo que não pode dar com a prestação de 36 meses daquela TV 42 polegadas tela plana que você comprou no último Natal. De uma hora para outra, elas podem cair aí só para uns doze meses, basta acontecer aquele terremoto que todo mundo fala que um dia vai separar a Califórnia em dois, naquela tal de Falha de San Andreas. E aí, como é que fica?
E, pensando bem, esse negócio dos dias diminuírem pode ir até quanto? Será que os dias podem ir diminuindo, diminuindo, até acabarem por completo? E se os dias passarem a não durar nada, o que é que vai acontecer com a minha hora do almoço, gente?

2 Respostas

  1. Muito bom Artur!
    Putz velho! meu medo não é nem que os dias acabem , me preocupa mesmo essa coisa da noite diminuir. e meu sono? risos.

    • tem razão… uma vez perguntaram para o gilberto gil do que ele gostava mais: de escrever letras ou de fazer músicas?
      ele respondeu: de dormir!
      rs rs é daí, inclusive, que veio o subtítulo do meu blog…

      abraços, faoza

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