Orca: a baleia-assassina

Lá nos Estados Unidos, mais especificamente no “Seaworld”, de Orlando, um dos mais importantes parques aquáticas do mundo, uma orca matou sua treinadora. Vejam bem. A orca não COMEU a treinadora, coisa que seria terrível sim, mas que não passaria de um resquício  do instinto de sobrevivência da espécie, que por alguma razão escapou incólume depois de todos aqueles anos de treinamento espartano. Não. A orca não comeu a treinadora para saciar sua fome. A orca MATOU a treinadora. Pura e simplesmente. Segundo testemunhas, a orca se aproximou da treinadora como quem não quer nada e, de repente, sem aviso nenhum, agarrou a mulher pelos cabelos e mergulhou na água por uns bons dez minutos, matando a coitada da moça afogada.

A notícia em si não parece ter muita importância. O que é a morte de UMA treinadora de baleias, frente aos MILHARES de mortes que a gente vê por aí, com essas enchentes, terremotos e nevascas que estão se tornando cada dia mais frequentes pelo mundo todo. A notícia só me deixou, sei lá, com uma impressão esquisita. Porque, matar por matar, até pouco tempo atrás era coisa exclusiva do ser humano. Quantas vezes você já não ouviu essa frase? “Só o homem mata por prazer”. Ou coisa parecida. Bem, não sei se por algum tipo de doença, de desequilíbrio mental ou pela perniciosa convivência com os seres humanos, o diabo dessa orca parece que tomou uma atitude que só a nossa espécie, até então, era capaz. Matou porque quis matar, só pelo prazer da coisa.

Eu fico pensando se, de uma hora para outra, os bichos todos começassem a se rebelar desse jeito, que pandemônio não ia ser. Imagine só aquelas imensas boiadas partindo para cima dos peões das fazendas no Mato Grosso. Ou dos cowboys do Texas. Ou então nossos… cachorros! É, os nossos poodles, bassês e labradores, atacando nossos filhos e netos que a gente tinha deixado em casa na maior confiança, achando que eles estariam até mais seguros com a presença de um cão de guarda. E os gatos, então? Com aquelas garras e aqueles dentes e aqueles olhos esquisitos que brilham no escuro e…

– Querido, tudo isso porque uma pomba fez um cocozinho na sua camisa?  Tira a camisa aí que eu coloco na máquina de lavar, isso acontece toda hora…

– Acontece toda hora coisíssima nenhuma! Eu vi muito bem o que aquela pomba fez, ela mirou! Aquela desgraçada MIROU!

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