Estou pouco ligando para o que você acha ou deixa de achar

É engraçado como as pessoas ficam preocupadas com a maneira com que os outros as chamam, ou até mesmo como os outros chamam os outros.

Uma amiga minha, por exemplo, não gosta que a chamem de “esposa do fulano”, sendo que, no caso, fulano é mesmo o marido dela. Sabe quando a gente apresenta uma amiga e diz “- Marisa, essa é a Teresa. Teresa, essa é a Marisa, esposa do Adalberto”? Então. Ela odeia. Tudo bem. Eu entendo que as mulheres passaram por poucas e boas até conseguirem assim, a total independência dos maridos, algumas até passando do ponto e deixando os maridos totalmente dependentes delas, como é o meu caso, mas, convenhamos. Não precisa fazer esse escândalo todo também. Hoje em dia, quando a gente apresenta uma mulher como sendo a esposa de alguém, só quer dizer isso mesmo, que ela é esposa de alguém. A gente não quer dizer que ela é menos que o marido, ou que ela só faz parte daquela rodinha de amigos por causa do marido dela, nem qualquer coisa do tipo. Porque se alguém quiser me apresentar para alguém como “Olha, esse é o Artur, marido da Telma”, eu, sinceramente, não vejo nada demais, afinal, eu sou mesmo o marido da Telma, oras, o que se há de fazer?

Aliás, essa mania de não gostar de ser chamado de uma coisa que você é já causou muita confusão por aí. E ainda vai causar. Por exemplo. Hoje em dia, você não pode mais chamar um preto de preto. Tem que chamar de negro.  Agora, alguém aí na platéia poderia me explicar qual é a diferença entre preto e negro? Ainda, se exigissem um termo como “afro-americano”, ou coisa parecida, talvez eu até entendesse, já que “afro-americano” nos traz à lembrança o triste fato de que os africanos não vieram parar aqui por essas bandas porque quiseram, mas porque foram trazidos à força de sua terra natal.

E homossexual então? Tem uns homossexuais, muitos deles até assumidos, que ficam bravos quando alguém fala em público que eles são… homossexuais! Mas, oras bolas. Qual é o problema de ser chamado de homossexual se você é? E mesmo se não for, qual é a diferença? Se um sujeito me chamar de homossexual, ou até mesmo desses outros termos que, se usados, pode até dar cadeia, capaz até de eu dar um beijo na boca do cara no meio da rua, só para ele ver como eu estou preocupado com a opinião que ele tem sobre a minha vida sexual.

O que eu acho é que as pessoas andam dando muita importância para o que os outros falam delas, e muito pouca importância em realmente ser alguém.

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