Rio de Janeiro: o game

Sei lá. Eu acho bastante estranho que, bem agora, menos de um mês depois da Olimpíada ter sido dada assim, de presente para o Brasil e para o Lula fazer campanha eleitoral, os traficantes das favelas do Rio de Janeiro resolvam se revoltar desse jeito.

Tudo bem. A gente sabe que, lá nas favelas do Rio, volta e meia morrem uns caras e a gente nem fica sabendo, porque eles escondem ou queimam os corpos lá por cima mesmo. Mas, mesmo nas outras vezes, quando os crimes saem no jornal, ninguém presta muita atenção porque esses crimes já se tornaram carne-de-vaca. Por exemplo, depois de ler o título “Policiais matam dois traficantes em morro do Rio” você continuaria lendo a notícia inteira? Pois leria nada. Nessas coisas, a gente só bate o olho, e vai logo para a seção de esportes ou para os quadrinhos no caderno de cultura.

Mas, dessa vez, muito provavelmente por causa desse negócio da Olimpíada ser no Brasil, a notícia saiu no New York Times e nos maiores jornais e TV’s do mundo todo. Não que não merecesse. A coisa foi mesmo feia. Parecia um filme do Sylvester Stallone. Caiu até um helicóptero no meio de um campo de futebol, causando a morte de todos os ocupantes. Foi um tal de gente correndo dos tiros de metralhadoras. Comerciantes fechando as portas. Estudantes sendo trancados nas escolas. Granadas. Balas perdidas. Se não me engano, tinha até mísseis na jogada. Um verdadeiro videogame.

Aliás, foi lançado, ainda outro dia desses, um jogo de tiro violentíssimo chamado “Modern Warfare 2” que vai retratar exatamente isso. Ele terá uma favela carioca como parte do cenário do jogo, e o jogador controlará com seus joysticks alguns atiradores de elite de um exército de mercenários assassinos. Com direito, inclusive, a pilotar helicópteros e disparar mísseis. Agora, vem cá. Não é muito esquisito o lançamento desse jogo acontecer exatamente nesse momento tão delicado para o Brasil? Eu nunca fui muito chegado nessas teorias de conspiração, embora não descarte totalmente a possibilidade de ter o corpo de algum ET mergulhado em formol, escondido num galpão do exército americano, ou que o Presidente Kennedy tenha sido morto por algum guarda-costas do Nixon.

Mas que parece que tem alguém muito poderoso por aí tentando secar a Olimpíada de 2016, isso parece.

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